25.7.06

Marinheiro sem mar

Sentado na proa
mareado
mesmo estando o barco
no porto atado
lembrando das lembranças

resgatando o que não existe
ainda não
mas o gosto do presente
deixa claro e não latente
o desejo do nosso amanhã

e mais um dia se apaga no horizonte
nenhum peixe
nem marujo contente

mesmo assim
não penso em mudar de profissão
o rumo é o mesmo
o de sempre
o que Deus quiser

17/07/2006
13h42

4 comentários:

O Caminhador disse...

E pah...

COP disse...

Dudu
É tão bom ler versos... acalmam a alma o coração...
Você consegue expressar com palavras sentimentos retidos... as vezes me vejo em seus versos...
Bjks

Greta MAttos disse...

Poeta também...??? nossa quantas qualidades....

Inês disse...

minha alma tem a agradecer o poeta maravilhoso q és e por te ter conhecido - eternamente